Ser Fluminense é um ato de teimosia hereditária...
- Artur Lacerda
- há 6 dias
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Atualizado: há 5 dias

Torcer para o Fluminense nunca foi o caminho mais fácil. E talvez seja justamente por isso que seja tão diferente. O tricolor aprende cedo que amar esse clube é conviver com o improvável. É apanhar da lógica, desafiar o óbvio e continuar acreditando quando todo mundo já desistiu.
Ser Fluminense é um ato de teimosia hereditária .
É insistir mesmo depois de 2008. É continuar indo ao estádio depois da Série C. É lotar o Maracanã mesmo após derrotas ridículas. É jurar que nunca mais vai sofrer… e aparecer de novo no jogo seguinte.
O tricolor vive numa relação quase inexplicável com o sofrimento. Porque existe algo no Fluminense que escapa da razão. Não é apenas futebol. Nunca foi. O Fluminense não forma apenas torcida. Forma sobreviventes emocionais.
Quem escolhe o caminho tricolor aprende que existem derrotas que doem durante anos. Mas aprende também que existem vitórias capazes de curar cicatrizes inteiras. E talvez seja exatamente isso que faça tanta gente permanecer. Porque o tricolor não procura facilidade. Procura sentimento.
Enquanto muitos escolhem vencer sempre, o tricolor escolhe sentir tudo. Sentir o desespero. A vergonha. A esperança. A arquibancada pulsando. O gol aos 45. O impossível acontecendo na frente dos olhos.
O Fluminense nunca prometeu tranquilidade a ninguém. Prometeu história. E história de verdade nunca é reta. Nunca é limpa. Nunca é confortável. Talvez por isso o tricolor carregue no peito uma espécie de orgulho silencioso. A sensação de pertencer a algo diferente. Algo que não se explica em tabela, lógica ou favoritismo. Porque ser Fluminense é continuar acreditando mesmo quando o mundo inteiro manda parar...
É viver entre o caos e a elegância.
Entre a revolta e a poesia.
Entre o “acabou” e o “eu avisei”.
E no fundo, todo tricolor sabe: não continuamos aqui porque é fácil.
Continuamos porque desistir do Fluminense seria desistir de uma parte da nossa própria alma. 🇭🇺🔥




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