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CT Carlos Castilho

Inaugurado oficialmente em 21 de julho de 2016, no aniversário de 114 anos do Fluminense FC, o Centro de Treinamento Carlos José Castilho marcou o início de uma nova era para o futebol tricolor. Localizado na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro, o espaço passou a receber os jogadores e profissionais do clube poucos meses depois, em novembro daquele ano.

Desde então, a preparação do elenco principal deixou de acontecer nas históricas Laranjeiras e passou a ser concentrada no novo CT, oferecendo uma estrutura muito mais moderna e adequada ao futebol de alto rendimento.

O nome escolhido para o centro de treinamento não poderia ser mais simbólico. Carlos José Castilho, eterno ídolo tricolor, é considerado um dos maiores goleiros da história do clube e do futebol brasileiro. Conhecido como “Leiteria” pela fama de extremamente sortudo, Castilho defendeu o Fluminense por mais de uma década e se tornou um dos maiores símbolos de dedicação à camisa tricolor. Uma das histórias mais impressionantes de sua carreira aconteceu em 1957, quando amputou parcialmente um dedo da mão para acelerar sua recuperação de uma lesão e voltar mais rapidamente aos gramados.

O CT foi construído em um terreno de aproximadamente 40 mil metros quadrados e teve participação importante de investidores, parceiros e dirigentes ligados ao clube ao longo do processo de desenvolvimento. A obra começou ainda na gestão de Peter Siemsen e ganhou continuidade posteriormente, tornando-se um dos projetos mais importantes da modernização estrutural do Fluminense no século XXI.

Mas existe um personagem fundamental nessa história que muitas vezes não recebe o devido reconhecimento: Pedro Antônio.

Vice-presidente de futebol do clube na época, Pedro Antônio teve papel decisivo para que o CT saísse do papel. Além de acompanhar pessoalmente o andamento das obras desde o início, ele também colocou dinheiro do próprio bolso em momentos delicados da construção, ajudando diretamente na continuidade do projeto.

Internamente, muitos consideram Pedro Antônio um verdadeiro “pai do CT”. Ele fiscalizava detalhes da obra, cobrava prazos, acompanhava fornecedores e se tornou uma das figuras mais presentes no desenvolvimento da estrutura que hoje serve ao futebol profissional do Fluminense.

A estrutura atual contempla praticamente toda a operação do departamento de futebol profissional. O espaço conta com academia moderna, amplo vestiário para os atletas, salas de fisioterapia e fisiologia, hidromassagens, piscina, sauna, enfermaria, setor médico, rouparia e três campos de futebol.

Uma das curiosidades do CT é que os campos foram planejados para reproduzir características semelhantes às do gramado do Maracanã, permitindo uma adaptação mais precisa dos atletas às condições dos jogos. Além disso, o local foi pensado para integrar tecnologia, recuperação física e otimização de desempenho esportivo.

O CT Carlos Castilho também representa uma mudança de mentalidade dentro do Fluminense. Durante décadas, o clube concentrou praticamente toda sua estrutura esportiva em Laranjeiras, um espaço histórico e simbólico, mas limitado fisicamente para as exigências do futebol moderno.

Mais do que um centro de treinamento, o espaço na Barra tornou-se um símbolo da tentativa do clube de se atualizar estruturalmente sem abandonar suas raízes históricas.

Pouco a pouco, a casa do futebol tricolor segue evoluindo. Cada melhoria no CT reforça a ideia de que o Fluminense não vive apenas do passado glorioso construído em Laranjeiras, mas também busca preparar o caminho para o futuro.

Porque o DNA tricolor carrega tradição. Mas também carrega evolução.

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