"O mesmo adversário que abriu a porta do sonho... agora guarda o caminho para as quartas"
- Artur Lacerda
- há 2 horas
- 2 min de leitura

Existem coincidências e existem aquelas histórias que o futebol insiste em escrever. Na quarta-feira, o Fluminense precisava fazer a sua parte. Precisava vencer. Precisava acreditar. Precisava esperar. E esperou...
No Maracanã, o Tricolor derrotou o La Guaira por 3 a 1. Mas a classificação ainda passava por milhares de quilômetros de distância...
Lá na Bolívia.
Lá onde tantos tropeçam.
E foi justamente o Independiente Rivadavia que fez o impossível...
Venceu o Bolívar por 3 a 1.
O mesmo placar...
O mesmo resultado...
A mesma noite... Como se os dois jogos estivessem ligados por um fio invisível... O Rivadavia abriu a porta. O Fluminense atravessou e juntos escreveram o capítulo que colocou o Tricolor nas oitavas de final da Libertadores. Mas o futebol ainda guardava mais uma coincidência.
Chegou a sexta-feira.
Vieram os potes.
Vieram as bolinhas.
Veio o sorteio.
E quando a urna decidiu...
quem apareceu novamente?
O próprio Rivadavia.
O mesmo time que ajudou a salvar a classificação.
O mesmo time que derrubou o Bolívar.
O mesmo time que, de certa forma, participou da festa tricolor...
Agora os caminhos se cruzam novamente. Não mais como aliados do destino.
Mas como adversários. É como se a Libertadores tivesse olhado para os dois lados da chave e dito:
"Vocês ainda têm uma história para terminar."
Talvez seja apenas sorteio.
Talvez seja apenas coincidência.
Mas quem acompanha futebol há tempo suficiente sabe... que existem noites em que a bola parece obedecer algo maior.
E agora o Fluminense volta a encontrar justamente o time que ajudou a mantê-lo vivo.
A Libertadores adora essas ironias. Porque às vezes... o mesmo adversário que abre a porta do sonho... é aquele que ficará pra trás enquanto avançamos para a próxima.




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