Morre Noca da Portela, gigante do samba e apaixonado pelo Fluminense
- Artur Lacerda
- 18 de mai.
- 2 min de leitura
O samba brasileiro perdeu neste domingo (17) uma de suas vozes mais importantes. Noca da Portela faleceu aos 93 anos, no Rio de Janeiro. Além de uma trajetória histórica na música popular brasileira, Noca também carregava com orgulho outra grande paixão: o Fluminense.

Tricolor de coração, o sambista nunca escondeu o amor pelo clube das Laranjeiras. Em diversas entrevistas e encontros culturais, fazia questão de demonstrar sua ligação com o Fluminense, clube que acompanhou durante décadas e pelo qual nutria enorme carinho.
Internado desde o fim de abril em um hospital de São Cristóvão, na Zona Norte do Rio, Noca enfrentava um quadro suspeito de pneumonia e permaneceu no CTI até os últimos dias. Natural de Minas Gerais, mudou-se ainda criança para o Rio de Janeiro e mergulhou cedo no universo musical. Aprendeu violão e teoria musical pela Ordem dos Músicos do Brasil e construiu uma carreira marcada por sambas históricos, forte ligação com a Portela e composições eternizadas na voz de grandes artistas brasileiros.
Entre suas obras mais conhecidas está “Virada”, sucesso eternizado por Beth Carvalho. Mesmo já veterano, seguia ativo na música, participando de homenagens e projetos ligados à preservação da cultura do samba.
A Portela lamentou profundamente a morte do compositor e decretou luto oficial de três dias. Em nota, a escola destacou a importância histórica de Noca, que passou a integrar oficialmente a ala de compositores da agremiação no fim da década de 1960, a convite de Paulinho da Viola.

Com sua partida, o Rio perde um dos maiores representantes da cultura popular. E o Fluminense perde mais um ilustre torcedor que carregava o orgulho tricolor no peito com a mesma paixão que carregava o samba em sua alma.




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