Fluminense FC é pouco efetivo, vence o Club Bolívar no sufoco e se complica na Libertadores
- Artur Lacerda
- 20 de mai.
- 3 min de leitura
Em clima de decisão no Maracanã, o Fluminense foi empurrado pela torcida desde o aquecimento, pressionou, criou chances, mas voltou a pecar justamente no que mais precisava: eficiência. O Time de Guerreiros venceu o Bolívar por apenas 2 a 1 e saiu de campo com a sensação de que deixou escapar uma oportunidade gigantesca na Libertadores.

Precisando vencer por três gols de diferença para depender apenas de si na última rodada, o Tricolor até começou em ritmo avassalador, mas desperdiçou chances demais e viu o nervosismo tomar conta da partida. Lucho Acosta e John Kennedy marcaram para o Flu, enquanto Melgar descontou para os bolivianos.
Com o resultado, o Clube das Laranjeiras chega aos cinco pontos no Grupo C e segue empatado com o Bolívar. Agora, além de vencer o La Guaira (VEN), o Flu vai precisar secar os adversários para seguir vivo na competição.
Primeiro tempo: pressão, ansiedade e pane emocional
O Fluminense começou a partida em total sintonia com o Maracanã. A equipe sufocou o Bolívar nos minutos iniciais, pressionou a saída de bola e criou oportunidades em sequência até abrir o placar.
Mas depois do primeiro gol, o cenário mudou completamente.
Ao invés de manter a calma para construir o resultado necessário, o Tricolor se deixou levar pela ansiedade. O time passou a atacar de forma desorganizada, acelerando jogadas sem necessidade e dando espaços perigosos na defesa.
Foi justamente aí que o Bolívar cresceu no jogo.
Com a defesa tricolor completamente desalinhada, os bolivianos chegaram ao empate e abalaram emocionalmente o Flu. Mesmo com mais de 50 mil vozes nas arquibancadas, o time sentiu o golpe e passou a errar demais até o fim da primeira etapa.
Segundo tempo de desespero e pouca lucidez
Na volta do intervalo, o clima no Maracanã já era de tensão.
O Fluminense seguiu pressionando, mas sem organização. A torcida começou a demonstrar impaciência com os erros técnicos e a dificuldade da equipe em transformar volume ofensivo em chances claras.
Aos 10 minutos, o técnico Cuberas colocou Castillo e lançou o Bolívar ainda mais ao ataque. O jogo ficou aberto, caótico e perigoso para os dois lados.
Mesmo bagunçado, o Flu ainda encontrou forças para marcar o segundo gol com John Kennedy, aos 25 minutos. O atacante aproveitou a oportunidade e colocou o Tricolor novamente na frente.
A decisão de tirar JK logo depois do gol, porém, irritou parte da torcida e não mudou o panorama do confronto. O Fluminense continuou nervoso, afobado e sem conseguir transformar a pressão em goleada.
Lance Capital 💡
Depois de abrir o placar, o Fluminense parecia ter perdido justamente o que a Libertadores exige em jogos decisivos: controle emocional.
O time confundiu intensidade com pressa, passou a acelerar todas as jogadas e deixou espaços perigosos na defesa. O empate do Bolívar escancarou a fragilidade psicológica da equipe, que nunca conseguiu retomar completamente o controle da partida.
Ficou abaixo 📉
Hércules teve uma atuação bastante abaixo do esperado. O volante errou lances simples logo no início do jogo, perdeu confiança rapidamente e passou a hesitar em praticamente todas as decisões ofensivas.
A insegurança acabou prejudicando o ritmo do meio-campo tricolor, principalmente nos momentos em que o time precisava pressionar com mais inteligência e qualidade.
Mesmo com a vitória, o sentimento no Maracanã foi de preocupação. O Fluminense segue vivo, mas chega à última rodada pressionado, cercado por dúvidas e ainda sem convencer dentro da Libertadores.




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